Empresa: DOUTOR FINANÇAS  
〉〉 Sector: Intermediário de crédito  
〉〉 Investimento Inicial: 0€  
〉〉 Faturação: 600K€/mês  
〉〉 Facebook: 154K; Instagram: 13K; Youtube: 3,39K


Olá! Fala-nos um pouco sobre ti e sobre o teu negócio?

Sou o Rui Bairrada e sou CEO do Doutor Finanças, uma empresa fundada em 2014, e que tem como principal missão ajudar os portugueses a terem uma vida financeira mais saudável. Fazemos isso todos os dias, através do nosso portal, partilhando conteúdos e ferramentas que ajudam a aumentar a literacia financeira das famílias portuguesas, bem como através da nossa equipa de especialistas, que orientam e ajudam as pessoas a encontrarem soluções à sua medida.  

Só através do nosso portal ajudamos milhões de pessoas todos anos, através da partilha de conteúdos, simuladores e respostas a dúvidas colocadas. Desta forma, ajudamos as pessoas a terem ferramentas, que a levem a perceber qual o impacto que determinada decisão tem na sua vida. 

E porque sabemos que nem sempre é fácil perceber qual o melhor caminho e qual a melhor solução para cada situação, também ajudamos as famílias a reduzir as suas despesas, através de uma equipa de especialistas. Negociamos condições mais atrativas com os bancos, financeiras e seguradoras. Desde que começámos a fazer intermediação, já ajudámos dezenas de milhar de famílias a reduzirem os encargos com os seus produtos financeiros (crédito habitação, créditos pessoais, seguros de vida e não vida, crédito automóvel e até mesmo mediação imobiliária). Somos alguém que se coloca do lado do cliente e o ajuda a encontrar no mercado a solução mais adequada e com maior poupança, mas também ajuda a negociar e a tratar de toda a burocracia envolvida. E isto, sem cobrarmos qualquer valor ao cliente. O nosso serviço é pago pelos bancos e não pelos clientes. 

O conceito Doutor Finanças surge numa reunião com um desses clientes. (...) Durante essa reunião, estávamos certos de que um serviço com um potencial tão grande na melhoria da vida das pessoas, deveria ter um nome apelativo, com uma ligação que ajudasse a identificar de forma quase imediata a sua área de atuação.

E, porque ambicionamos levar a literacia financeira a mais e mais famílias, lançámos ainda, em 2020, a Academia Doutor Finanças. Através desta área, damos formação certificada e realizamos workshops para ajudar pequenos e graúdos a melhorarem os seus conhecimentos em finanças pessoais.

 Qual é o teu background e como surgiu a ideia deste negócio?

Assim que completei os 18 anos decidi iniciar-me no mundo laboral. Comecei no Deutsche Bank, como estafeta, tendo terminado a minha passagem por este banco como coordenador de parcerias. 

Ao nível académico, frequentei o curso de Direito e o curso de Comunicação Social. Contudo, com os desafios profissionais que me foram lançando e com as responsabilidades laborais que fui assumindo, a conciliação entre a vida profissional e académica tornou-se complicada. Acabei por não concluir nenhum dos cursos superiores. Algo que gostaria que tivesse sido diferente. O meu trajeto prova que um curso superior não é determinante, mas gostaria de ter ido mais longe no meu percurso académico. Gostaria de ter conciliado melhor o trabalho e os estudos.  

Tal como acontece a muitos, foi aos 30 anos que senti que precisava tomar não uma, mas sim “A” decisão. Arrisquei, saí do Deutsche Bank e em 2007 comecei do zero e iniciei a minha vida como empreendedor na Personal Finance. Cheguei a uma altura da minha vida que achei que devia usar os meus conhecimentos para ajudar os outros, para ajudar a melhorar as suas vidas financeiras. No início, a ajuda passava por encontrar melhores condições no crédito habitação para os portugueses.  Consciente de que estava cada vez mais especializado em crédito habitação, acabei por, naturalmente, agarrar outras oportunidades, sempre focado no que realmente sabia (e sei) fazer bem: ajudar as pessoas a melhorarem as suas finanças. 

Uns anos mais tarde, em plena crise financeira (e através de uma segunda empresa), lançámos uma nova área de negócios, a partir da qual outras empresas nos contactavam para ajudarmos os seus colaboradores a resolver problemas financeiros. Renegociámos milhares de contratos de crédito de famílias em situações socioeconómicas muito difíceis.  

O conceito Doutor Finanças surge numa reunião com um desses clientes. Neste caso com a Câmara de Cascais, que nos chamou para ajudar os seus trabalhadores a organizarem-se financeiramente. Durante essa reunião, estávamos certos de que um serviço com um potencial tão grande na melhoria da vida das pessoas, deveria ter um nome apelativo, com uma ligação que ajudasse a identificar de forma quase imediata a sua área de atuação. Foi aí que me surgiu o nome e todo o conceito Doutor Finanças. Aquele nome fez-me todo o sentido, principalmente porque estávamos a atravessar um período de crise, onde os portugueses procuravam a receita para conseguir atravessá-la e ter uma carteira mais saudável. A primeira coisa que fiz quando saí da reunião foi registar a marca. E em 2014 tirei a gravata e pus a bata.   

Como foi o processo de lançamento do negócio?

Lançámos o Doutor Finanças em 2014, a 31 de outubro, Dia Mundial da Poupança. Nesta altura, tínhamos um site apenas com uma homepage com a minha fotografia de bata, um slogan e um formulário para ser preenchido por quem pretendesse a nossa ajuda. E quem nos pede ajuda passa por quatro pontos-chave: o check-up financeiro (onde fazemos um levantamento da situação), a seguir o diagnóstico (que é a análise da situação), a seguir prescrevemos a solução que melhor se adequa à situação e por fim tratamos da saúde da sua carteira. Esta era a base no início e é precisamente a “receita” que mantemos até hoje.  

Pouco tempo depois de lançarmos o Doutor Finanças, criámos um blog, onde publicávamos de forma regular conteúdos sobre literacia financeira, já com o objetivo de ajudar as pessoas com as suas finanças pessoais. 

Um dos momentos-chave e de viragem para o Doutor Finanças foi em 2015, quando aparecemos na rúbrica Contas-Poupança do Jornal da Noite da SIC, para falar sobre quanto as pessoas podiam poupar ao negociarem as condições do seu crédito habitação.

Nascemos digitais e até hoje mantemos esta componente. A evolução do site e do blog deram origem ao portal do Doutor Finanças, onde atualmente é possível consultar artigos de literacia, simuladores e calculadores e pedir apoio aos nossos doutores. O apoio que damos hoje é mais abrangente do que no início: asseguramos ajuda ao nível do crédito habitação, na consolidação de créditos, nos seguros e na formação.  

E se o nascimento do Doutor Finanças contou com 5 pessoas, em 2014, os passos que fomos dando ao longos destes quase sete anos, permite-nos ser hoje mais de 150 doutores. Além dos especialistas, contamos também com um departamento de tecnologia e inovação, um de comunicação e marketing e ainda com um de produção de conteúdos. Acrescentámos várias camadas para que possamos chegar cada vez a mais pessoas, mas, sobretudo, adicionámos talento.   

Como foi os primeiros tempos em atividade? O que funcionou em termos de atrair os primeiros clientes?

Os primeiros tempos de atividade foram marcados essencialmente pela partilha de informação. Uma vez que tínhamos (e temos) como objetivo ser o maior portal de literacia financeira em Portugal, alimentávamos o nosso portal diariamente com conteúdo que pudesse ajudar os portugueses com as suas finanças pessoais. E foi assim que fomos tendo os nossos primeiros contactos. Começámos também a apostar em alguns canais de marketing, dos quais faziam parte as campanhas de facebook e a newsletter mensal. Depois as coisas foram evoluindo e crescendo organicamente. Sempre tivemos um mindset de testar, avaliar e melhorar aquilo que fazíamos a nível do marketing e angariação, o que também nos permitiu perceber aquilo que funcionava melhor para nós.   

Um dos momentos-chave e de viragem para o Doutor Finanças foi em 2015, quando aparecemos na rúbrica Contas-Poupança do Jornal da Noite da SIC, para falar sobre quanto as pessoas podiam poupar ao negociarem as condições do seu crédito habitação. Esta visibilidade fez que com que houvesse um pico de portugueses a procurar a nossa ajuda. 

O sucesso da nossa empresa deve-se mesmo às nossas pessoas. Dentro de cada bata, para além de superespecialistas, encontram-se super colegas, super profissionais e super-humanos, que todos os dias permitem que cumpramos o lema que tanto nos define: “fazer o bem, bem feito”.

Com a missão da literacia financeira como pano de fundo, em 2019 reformulámos o portal, numa lógica de maior partilha de conteúdos e de ferramentas que ajudem as famílias a encontrarem soluções para os seus problemas financeiros. 

Como está a correr neste momento o negócio, e como prevês a evolução nos próximos 3 anos?

Com a pandemia foram muitas as questões que se levantaram, sendo muitas delas ligadas às finanças. Muitas pessoas ficaram desempregadas, outras tantas perderam rendimentos e as despesas para pagar mantinham-se. Numa altura de tantas perguntas e poucas respostas face ao futuro, decidimos que era fundamental fazer ainda mais conteúdo informativo e explicar aos portugueses como podiam ultrapassar, não só a crise sanitária, como também as dificuldades económicas. E, aqui, a reação foi inata: reforçámos a nossa aposta na literacia, com conteúdos que ajudassem as pessoas a perceberem o que estava a acontecer e o que podiam fazer para evitar situações mais complicadas. E é neste sentido que continuamos a trabalhar... Nomeadamente, nesta altura, explicando as consequências do final das moratórias e o que podem os portugueses fazer para evitar entrarem em incumprimento. 

Atualmente estamos a apostar numa diversificação do apoio que podemos prestar, estando cada vez mais próximos das pessoas e das suas dores.  

Pretendemos continuar a ser um negócio 100% digital e temos como objetivo, nos próximos 3 anos, tornarmo-nos numa referência nacional em literacia financeira. Queremos chegar e ajudar cada vez mais portugueses e, nesse sentido, também estamos a desenvolver novos produtos e serviços, nomeadamente ao nível de investimento e energia. Além disso, faz parte dos nossos planos a internacionalização.  

O que destacas como mais importante em termos de aprendizagem com o lançamento deste negócio que queiras partilhar connosco?

No Doutor Finanças sempre tivemos como princípio fazer as coisas na medida das nossas possibilidades. Sempre focados no nosso objetivo e missão, mas sempre cautelosos e a dar passos muito graduais. Se existiram decisões menos acertadas? Claro que sim. Mas também não mudaríamos isso. Muitas vezes só errando é que conseguimos perceber qual o melhor caminho a percorrer. Exemplo disso foi a Clínica Doutor Finanças, a primeira clínica de finanças em Portugal, que abrimos em 2019 e que fechámos ao fim de um ano. E isso aconteceu porque percebemos que um espaço físico não acrescentava valor a quem nos procurava, uma vez que as pessoas continuavam a procurar-nos online. Este fator, aliado ao facto de termos todo um sistema online integrado com o cliente, confirmou que o nosso caminho passava por ser 100% digital.  

considero importante termos a humildade de assumir que não somos “bons” em todas as esferas do nosso negócio e procurar rodear-nos das pessoas certas e que dominam as áreas que nós dominamos menos.

Por outro lado, algo determinante para o nosso sucesso é a aposta no talento. É trazer para a equipa pessoas que acrescentam valor à empresa e consequentemente ao serviço que prestamos aos portugueses. O sucesso da nossa empresa deve-se mesmo às nossas pessoas. Dentro de cada bata, para além de superespecialistas, encontram-se super colegas, super profissionais e super-humanos, que todos os dias permitem que cumpramos o lema que tanto nos define: “fazer o bem, bem feito”.  

Conselhos para os nossos leitores e futuros empreendedores que pretendem lançar o seu negócio?

O foco e a consistência são dois pontos-chave para quem pretende iniciar-se nesta aventura que é o empreendedorismo. É bastante comum, até mesmo fora do mundo dos negócios, o ser humano achar que consegue fazer tudo ao mesmo tempo e querer ter o controlo sobre todas as decisões. No entanto, este tipo de pensamentos pode limitar as hipóteses de um negócio, uma vez que pode levar à tomada de decisões erradas e desinformadas. Portanto, considero importante termos a humildade de assumir que não somos “bons” em todas as esferas do nosso negócio e procurar rodear-nos das pessoas certas e que dominam as áreas que nós dominamos menos. Mas não só. Na minha opinião é fulcral fazer com que as pessoas sejam a prioridade número um do nosso negócio... fazê-las sentir motivadas, úteis e que sintam que têm um papel dentro da empresa.  

Por exemplo, no meu caso, sinto que é importante que mais do que me olharem como um CEO, me vejam como um colega. E, para isso, aposto numa relação de proximidade, confiança, transparência, onde a minha porta está sempre aberta para quem quiser entrar, sentar e conversar (seja sobre que tema for).  

Que plataforma web e ferramentas de marketing digital são usadas para o teu negócio?

  • "Clínica" - sistema interno de intermediação de crédito
  • WordPress
  • Facebook ads e o Google ads
  • WordPress/Woocommerce

Fundador Doutor Finanças

Olá, sou o José, o fundador do PerfilEmpreendedor. Aqui entrevistamos empresários e líderes de sucesso e partilhamos as suas histórias.

Queremos ajudar a comunidade de empreendedores e futuros empreendedores a começar o seu negócio.

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